Telefônica Brasil avalia novas aquisições em fibra após desistir da compra da Desktop
A Telefônica Brasil segue focada na expansão da rede de fibra e pode considerar novas aquisições após encerrar negociações com a Desktop. Saiba o que mudou na estratégia.
10/31/20252 min read


A Telefônica Brasil segue firme em sua estratégia de ampliar a oferta de banda larga em fibra ótica no país. Após desistir da compra da Desktop — operadora com forte presença no Estado de São Paulo — a companhia mantém aberta a possibilidade de novas negociações no setor, desde que façam sentido estratégico e financeiro.
Segundo o CEO da Telefônica Brasil, Christian Gebara, a expansão continuará ocorrendo principalmente de maneira orgânica, mas aquisições seguem no radar.
“Vamos crescer em fibra por expansão própria, que é o nosso foco, ou eventualmente por meio de uma aquisição, caso surja uma oportunidade que atenda aos requisitos necessários.”, afirmou o executivo, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.
Por que a compra da Desktop não avançou?
A negociação foi encerrada por falta de alinhamento entre as partes.
Gebara destacou que qualquer aquisição futura precisa atender três critérios:
Baixa sobreposição de rede
Qualidade técnica comprovada
Preço compatível com o retorno esperado
Se surgir uma alternativa que cumpra esses fatores, a operadora pode voltar às compras.
Parceria com a Perplexity impulsiona uso de IA
Outro ponto mencionado por Gebara foi a parceria recente com a Perplexity, empresa de inteligência artificial. O acordo oferece aos clientes um ano de acesso gratuito aos serviços da plataforma.
O executivo afirmou que o uso da IA tem apresentado “adoção crescente” entre os consumidores, embora não tenha divulgado números.
Venda de ativos de cobre segue acelerando
A Telefônica Brasil também avança no plano de vender ativos relacionados à antiga rede de cobre, substituída pela fibra ótica.
Meta até 2028: R$ 4,5 bilhões em ativos vendidos
No 3º trimestre: R$ 34 milhões em cobre e R$ 200 milhões em imóveis já foram negociados.
Gebara comentou que o ritmo tende a crescer, com previsão de R$ 3 bilhões em vendas de cobre nos próximos três anos.
E o 6G? Ainda não é prioridade
Sobre um possível leilão de frequências para o 6G, o executivo foi direto: não é o momento.
“Ainda não há dispositivos compatíveis. Antes, é necessário concluir a implantação do 5G e a migração do regime de concessão para autorização.”
Ou seja, a companhia vê o 6G como um tema futuro — mas não urgente.
Resumo para o Investidor
Ponto-chaveImpacto para o mercadoExpansão da fibra segue prioridadePode fortalecer participação da empresa no segmento de banda largaPossibilidade de novas aquisiçõesSinal de movimento estratégico ativoVenda acelerada de ativos de cobreLiberação de capital e modernização da infraestrutura6G sem pressaRedução de pressão por investimentos imediatos