Soja volta a subir em Chicago, mas mercado mantém cautela antes do boletim do USDA
Cotações da soja sobem na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (12), enquanto investidores aguardam o relatório do USDA que pode revisar produção e produtividade da safra 2025/26 nos EUA.
11/12/20252 min read
Soja inicia o dia em alta, mas mercado segue contido
As cotações da soja voltaram a subir na manhã desta quarta-feira (12) na Bolsa de Chicago (CBOT), mantendo o tom de volatilidade que vem marcando as últimas sessões.
Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam ganhos entre 3,25 e 5,25 pontos, com o vencimento de janeiro cotado a US$ 11,32 e o de maio a US$ 11,52 por bushel.
Mesmo com o movimento positivo, os preços seguem operando dentro de um intervalo estreito entre US$ 11,20 e US$ 11,60, reflexo da cautela dos investidores à espera de novas informações do mercado.
USDA deve trazer dados decisivos para o rumo dos preços
O foco dos traders agora está voltado para o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado nesta sexta-feira, 14 de novembro.
O documento pode revisar para baixo as projeções de produção e produtividade da safra 2025/26, o que tende a dar novo impulso às cotações da soja em Chicago.
Até lá, o mercado segue em compasso de espera, com poucos fatores novos influenciando o comportamento dos preços.
China ainda ausente das compras, mas expectativa continua
Um dos principais fatores de atenção continua sendo a demanda chinesa.
Até o momento, a China — maior importadora mundial de soja — ainda não retomou as compras significativas do grão norte-americano, o que limita maiores avanços nas cotações.
Apesar disso, há expectativa de que novas negociações ocorram nas próximas semanas, o que poderia mudar o cenário de curto prazo.
Clima no Brasil entra no radar dos investidores
O clima no Brasil, principal concorrente dos Estados Unidos no mercado global de soja, também segue no centro das atenções.
Nos últimos dias, as chuvas retornaram a regiões que estavam sob estresse hídrico, melhorando as condições para o plantio da safra 2025/26.
Esse alívio climático é visto como um fator de estabilidade temporária para os preços internacionais.
Resumo: estabilidade com viés de alta
Em resumo, o mercado de soja segue oscilando entre cautela e otimismo, enquanto aguarda dados mais concretos do USDA.
Se o relatório confirmar redução na produtividade americana, há espaço para valorização das cotações nas próximas semanas.
Caso contrário, o mercado pode manter o atual patamar de preços, entre US$ 11,20 e US$ 11,60 por bushel.
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