Drex perde prioridade no Banco Central e avança mais devagar; entenda o que mudou
Drex perde força na gestão de Gabriel Galípolo. Projeto segue, mas com escopo menor e foco em crédito. Veja o que muda e quais alternativas surgem.
11/6/20252 min read
Drex perde espaço na gestão de Gabriel Galípolo
O projeto do Drex, a moeda digital do Banco Central, já foi tratado como um passo importante para modernizar o sistema financeiro brasileiro. No entanto, desde 2024, o plano perdeu prioridade dentro da instituição e hoje avança em ritmo mais lento.
A mudança ocorre após dificuldades técnicas, falta de clareza nos resultados do piloto e uma nova direção estratégica no Banco Central, agora comandado por Gabriel Galípolo.
Por que o projeto perdeu força?
Especialistas apontam que o BC passou a focar menos na criação de uma “nova moeda digital” e mais no aprimoramento da infraestrutura já existente — como ocorreu com o Pix.
Segundo o advogado Fabio Rodarte, o Drex nunca teve como objetivo principal substituir o sistema atual, mas sim testar tecnologias e melhorar processos de transações entre instituições financeiras.
Escopo mais restrito a partir de 2026
O Banco Central anunciou que o Drex terá um papel mais limitado nos próximos anos.
O novo foco será:
Operações de crédito
Uso de ativos digitais como garantia
Menos prioridade para blockchain própria (DLT)
Na prática, o Drex deixa de ser uma plataforma ampla e passa a ser uma ferramenta voltada ao mercado de crédito.
Segurança de dados foi um ponto crítico
Durante os testes, surgiram dúvidas sobre:
Proteção de dados
Sigilo bancário
Operações realizadas em redes distribuídas
Sem respostas satisfatórias, o BC diminuiu a ambição tecnológica do projeto.
Mercado vê falta de clareza
Participantes do piloto afirmam que não há previsibilidade sobre a próxima fase.
Empresas envolvidas dizem que o relatório da Fase 2, esperado para outubro, ainda não foi divulgado.
“Está todo mundo no escuro”, afirmou uma fonte ligada ao projeto.
Mudança de direção no Banco Central influencia
Roberto Campos Neto era entusiasta de blockchain e defendia o Drex como caminho para novas soluções financeiras.
Gabriel Galípolo prioriza política monetária e estabilidade, reduzindo foco em inovações tecnológicas.
O mercado se move por conta própria
Com menos apoio institucional, empresas do setor financeiro começaram a desenvolver soluções paralelas.
Exemplos:
InstituiçãoMovimentoItaúTestes com crédito usando ativos digitalizadosMercado BitcoinProjetos independentes com blockchainAnbimaRede DLT para tokenização de fundos e debêntures
Mesmo sem o Drex avançando no ritmo inicialmente esperado, o mercado continua caminhando para a digitalização de ativos.
Conclusão
O Drex não acabou — mas mudou de tamanho.
Agora, o projeto é mais técnico, menos visível e focado em aplicações específicas do mercado financeiro.
Para o investidor, a mensagem é clara:
Tokenização e digitalização de ativos seguem avançando
Mas o Real Digital ainda está longe de se tornar parte da rotina