B3 (B3SA3) tem alta de 12% no lucro por ação no 3º trimestre de 2025

A B3 registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 3º trimestre de 2025, alta de 12% por ação. Crescimento foi impulsionado por segmentos de renda fixa, dados e tecnologia.

11/12/20253 min read

Lucro da B3 avança com foco em dados e tecnologia

A B3 (B3SA3) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação cresceu 11,6%, alcançando R$ 0,24, enquanto a receita total subiu 2%, somando R$ 2,8 bilhões.

O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos segmentos de Renda Fixa e Crédito, Soluções Analíticas de Dados e Tecnologia e Plataformas, que compensaram a queda em Renda Variável e Derivativos.

Distribuição de lucros e recompra de ações

No trimestre, a B3 distribuiu R$ 1,3 bilhão aos acionistas, sendo R$ 875 milhões em recompras e R$ 402 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).
Ao longo de 2025, já foram recompradas 125 milhões de ações, equivalentes a 2,3% do capital social da empresa — uma estratégia que reforça o compromisso com a valorização do acionista.

As despesas operacionais somaram R$ 841 milhões, avanço leve de 1,2%, abaixo da inflação do período, o que mostra disciplina financeira.

Aquisições estratégicas fortalecem o ecossistema financeiro

Entre os destaques do trimestre, a B3 anunciou a compra de 62% da Shipay, empresa especializada em integração de pagamentos via Pix, e 60% da CRDC, plataforma de registro de direitos creditórios.
As aquisições reforçam a estratégia da bolsa de ampliar sua atuação em tecnologia e crédito digital.

“Queremos liderar a transformação do mercado de duplicatas, que movimenta cerca de R$ 10 trilhões por ano no Brasil”, afirmou André Veiga Milanez, diretor financeiro e de relações com investidores da B3.

Mercado de Renda Fixa e Crédito segue em expansão

Mesmo com juros elevados, o mercado de dívida local impulsionou o crescimento da B3.
As emissões de instrumentos de renda fixa subiram 12,5%, e o estoque total atingiu R$ 8,4 trilhões em custódia, alta de 17,3% sobre 2024.

Outros destaques:

  • CDBs representaram 76% das emissões bancárias, com crescimento de 13,6%

  • LCIs e LCAs tiveram altas de 34,2% e 25,2%, respectivamente

  • O Tesouro Direto registrou avanço de 18,4% no número de investidores

Renda variável sente impacto dos juros altos

O segmento de renda variável apresentou leve retração.
O volume médio diário de negociação (ADTV) de ações caiu 6,5%, reflexo do ambiente de juros elevados.
Por outro lado, o volume de BDRs cresceu 41,3%, enquanto ETFs e fundos listados representaram 16% do volume total negociado.

“O investidor brasileiro está mais maduro e diversificado, ampliando a busca por produtos como fundos imobiliários, ETFs e BDRs”, destacou Milanez.

Crescimento acelerado em dados e tecnologia

Os segmentos de Soluções Analíticas de Dados e Tecnologia e Plataformas continuam em forte expansão:

  • Receita de dados e analytics: +18,2%

  • Receita de tecnologia: +13%

  • Receita total das plataformas digitais: R$ 481,5 milhões

A B3 se consolida como infraestrutura tecnológica do mercado financeiro brasileiro, com produtos voltados a crédito, prevenção de fraudes, seguros e sistemas de balcão eletrônico.

Gestão eficiente e foco em inovação

Segundo Milanez, o trimestre reforçou o valor do modelo de negócios diversificado da companhia:

“Mostramos performance sólida e controle de custos, sem deixar de investir em modernização e novos produtos.”

O relatório completo de resultados está disponível no site de Relações com Investidores da B3.

Conclusão

Mesmo em um cenário de juros altos, a B3 mostra crescimento sustentável, com rentabilidade consistente, expansão tecnológica e gestão de capital eficiente — fatores que sustentam a confiança dos investidores no longo prazo.

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